23 de March de 2009, 03h36
Estou afim de me jogar de vez na sociologia, mas acho que não dá. Design ainda é meu ganha pão. Na verdade hoje ganho o pão com a sociologia, mas o design ainda é a manteiga e o leite.
06 de March de 2009, 10h00
Certa vez eu morava sozinho e, com absoluta certeza, não tinha nenhum amigo que me chamaria de Sr. Eduardo ao telefone. Então o telefone toca, perguntando se o Sr. Eduardo estava. Juntando a forma de se referirem a mim com algum blablablá que ouvia ao fundo fiquei certo que era telemarketing. Saquei um tom de voz melancólico:
– O Sr. Eduardo está doente, internado na UTI a três dias. Você é alguma amiga?Quer deixar recado?
Um silêncio que conseguiu ser breve e prolixo no mesmo ato tomou conta da chamada. Acho que a falta de protocolo para esse tipo de resposta assustou a operadora, já que duvido que algum tipo de pena tenha assolado os sentimentos dela. Ela desligou com um simples “não, obrigada” que saiu correndo da boca para o telefone. Tão correndo que quase se tornou incompreensível.
E só lembrei dessa história por causa da tirinha do Liniers de hoje.
05 de March de 2009, 10h32
Confesso que tenho saudades de escrever. E isso não é uma confissão simples. Isso é quase uma auto-proclamação suicida. Ou, pelo menos, masoquista. Ter saudades de escrever, quer dizer que tenho saudades de sentimentos e emoções em turbilhão deformando minha cabeça; saudades de ter que escrever para conseguir conversar comigo mesmo. Escrever para botar pra fora alguns monstros e ver que eles podem ser desde horripilantes, tenebrosos e insossos pesadelos até grandes amigos disfarçados de monstros para o carnaval. Mas mesmo assim sinto falta de escrever.
Adoro essa sensação de não-idéias em turbilhão na cabeça. É algo que até parece paz, como dizem por ai. Realizar os sonhos é bem gostoso, mas parece que sonhar ainda é melhor. É um duelo engrato no qual a realidade nunca vai levar vantagem!
Nesses pequenos incômodos, como na saudades de escrever, acabei me encontrando mais uma vez.
11 de February de 2009, 20h30
Ontem vi o jogo do Brasil empunhando o celular e atualizando meu twitter com meus comentários do jogo. Me senti aqueles jornalistas que ficam comentando e atualizando o placar ao vivo minuto a minuto dos portais de notícia.
E aproveito o post para anunciar o que agora é óbvio: tenho um twitter.
10 de February de 2009, 15h59
Essas próximas semanas são promissoras. Tenho três coisas fantásticas de se ter: um artigo (que nem comecei ainda) para terminar até o final no mês, uma LER no ombro esquerdo e uma LER no pulso direito.
13 de January de 2009, 23h45
O P ficou pequeno e o G ficou grande.
Não preciso dizer que, quão óbvio quanto a frase, o fato é que não tinha M.
05 de January de 2009, 15h03
Com certeza Bob Dylan e Elis Regina são artistas sensacionais, com uma obra esplêndida de ponta a ponta. É o que eu acho deles.
Mas, curiosamente, na vastidão de álbuns desses artistas, para mim é extremamente fácil dizer que Blood on the tracks é o melhor do Dylan e Em pleno verão é o melhor da Elis.
10 de December de 2008, 23h15
Hoje a diferença entre andar com ou sem guarda-chuva se resumia a ter – ou não – umas das mãos livres. Além disso plófit-chuá era o som de cada passo que eu dava.
19 de November de 2008, 08h42
De Natal quero uma máquina de teletransporte para eu poder ir para a um dos meus lugares favoritos quando eu quiser.
06 de October de 2008, 22h45
O Victor jogava War e estava puto com a sorte – ou com a falta dela, ou com a alheia. Fato é que no War isso se resume a territórios perdidos. Então eu o aconselhei:
- Use a tática do cachorro para conquistar território: mije em cima e fala que é teu.