06 de March de 2009, 10h00
Certa vez eu morava sozinho e, com absoluta certeza, não tinha nenhum amigo que me chamaria de Sr. Eduardo ao telefone. Então o telefone toca, perguntando se o Sr. Eduardo estava. Juntando a forma de se referirem a mim com algum blablablá que ouvia ao fundo fiquei certo que era telemarketing. Saquei um tom de voz melancólico:
– O Sr. Eduardo está doente, internado na UTI a três dias. Você é alguma amiga?Quer deixar recado?
Um silêncio que conseguiu ser breve e prolixo no mesmo ato tomou conta da chamada. Acho que a falta de protocolo para esse tipo de resposta assustou a operadora, já que duvido que algum tipo de pena tenha assolado os sentimentos dela. Ela desligou com um simples “não, obrigada” que saiu correndo da boca para o telefone. Tão correndo que quase se tornou incompreensível.
E só lembrei dessa história por causa da tirinha do Liniers de hoje.
Gab
06 de March de 2009, 10h24
No meu trabalho, não sei porque, telemarketing liga sempre depois das 18h. Aí inventei a desculpa perfeita: “não podia nem estar atendendo, senhora, sou só o faxineiro…”
Funciona sempre!
Juliana
06 de March de 2009, 10h42
um amigo meu sempre fala que faleceu.. parecido com a tua história: “ah, voce não sabe? o sr Paulo faleceu semana passada.. vc era o que, amigo?”
e assim, um a um, vai eliminando todas as empresas de cartão, telefone, banco…